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Saudade é amar um passado que ainda não passou é recusar um presente que nos machuca é não ver o futuro que nos convida!

Alguém já me pediu amor eterno e eu não dei
E outra ofereceu toda riqueza e eu não quis
E teve alguém que simplesmente quis me adorar
Mas nada é igual a esse amor que eu tenho aqui

Te quero como alguém que quer morrer de tanto amar
Te amo e me faz bem saber amar nada é melhor
As vezes durmo só mas tão feliz por ter você
É bom te pertencer as vezes eu nem sei porque

Goste de mim metade da metade do que eu gosto de você
É muito mais que um dia alguém possa compreender
Gostar de alguém assim no infinito
Goste de mim e deixe o seu amor interceder no meu amor
E nada é mais bonito que nós dois amando assim
Me beije
 Bruno e Marrone e Ana Paula

Quero te dizer que eu TE AMO pra sempre vou te amar, esse tempo todo deixei passar pra você uma imagem que não me importava que não ligava para o que você fazia, foi na verdade uma grande MENTIRA eu morria de ciúmes por dentro, eu queria ser diferente de todas as mulheres que você conhecia que briga, xinga, grita e chora quando sente ciúme do homem que ama…eu queria que você me visse forte, confiante o que nunca foi verdade. Eu te quero tanto mais tanto, é tão forte que ainda não consigui tirar você da minha vida, eu gosto de gostar de você, quando estou com você eu sou a pessoa mais feliz desse mundo uma felicidade que quero levar comigo pro resto da minha vida mas que acaba no momento em que você me deixa em casa…sinto que nunca vou deixar de te amar e ao mesmo tempo sinto que nunca vou ter você do meu lado de verdade…eu quero um dia poder te olhar e dizer que pude te esquecer que tudo o que vivemos foi maravilhoso mas que agora eu tenho um homem do meu lado que me ama de verdade como eu sempre quis….como eu quero que este homem seja você….TE AMO TE QUERO….

Eu não sei o que é que eu faço
Estou num beco sem saída
Não consigo tirar você da minha vida

Era só uma brincadeira
Era só uma aventura
De repente virou um vício
De repente virou loucura

Eu não sei o que é que eu faço
Por que é que eu fui brincar com fogo
O meu coração se distraiu
E entregou o jogo
Faço tudo que posso eu luto
Pra quebrar essa corrente
Eu me viro até do avesso
Pra parar de pensar na gente

Mas na hora que dá vontade
Não tem jeito eu não me seguro
Na batalha com a saudade
Eu me rendo e te procuro
Já cansei de brigar comigo
E não consigo te esquecer
Eu me sinto acorrentado em você

 Bruno e Marrone

A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra
amor e se acha importantíssima por isso!
Com A se escreve “arrependimento” que é uma inútil vontade de
pedir ao tempo para voltar atrás e com A se dá o tipo de tchau
mais triste que existe: “adeus”… Ah, é com A que se faz
“abracadabra”, palavra que se diz capaz de transformar sapo em
príncipe e vice-versa…
Com B se diz “belo” – que é tudo que faz os olhos pensarem ser
coração; e se dá a “bênção”, um sim que pretende dar sorte.
Com C, “calendário”, que é onde moram os dias e o “carnaval”,
esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data
marcada. “Civilizado” é quem já aprendeu a cantar ´parabéns pra
você` e sabe o que é “contrato”: “você isso, eu aquilo, com
assinatura embaixo”.
Com D , se chega à “dedução”, o caminho entre o “se” e o
“então”… Com D começa “defeito”, que é cada pedacinho que
falta para se chegar à perfeição e se pede “desculpa”, uma
palavra que pretende ser beijo.
E tem o E de “efêmero”, quando o eterno passa logo; de
“escuridão”, que é o resto da noite, se alguém recortar as
estrelas; e “emoção”, um tango que ainda não foi feito. E tem
também “eba!”, uma forma de agradecimento muito utilizada por
quem ganhou um pirulito, por exemplo…
F é para “fantasia”, qualquer tipo de “já pensou se fosse
assim?”; “fábula”, uma história que poderia ter acontecido de
verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca; e “fé”, que é
toda certeza que dispensa provas.
A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a
confundem com o J. G, de “grade”, que serve para prender todo
mundo – uns dentro, outros fora; G de “goleiro”, alguém em quem
se pode botar a culpa do gol; G de “gente”: carne, osso, alma e
sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.
Depois vem o H de “história”: quando todas as palavras do
dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer
coisa que tenha acontecido ou sido inventada.
O I de “idade”, aquilo que você tem certeza que vai ganhar de
aniversário, queira ou não queira.
J de “janela!, por onde entra tudo que é lá fora e de “jasmim”,
que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar
assim.
L de “lá”, onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do
que aqui; de “lágrima”, sumo que sai pelos olhos quando se
espreme o coração, e de “loucura”, coisa que quem não tem só
pode ser completamente louco.
M de “madrugada”, quando vivem os sonhos…
N de “noiva”, moça que geralmente usa branco por fora e vermelho
por dentro.
O de “óbvio”, não precisa explicar…
P de “pecado”, algo que os homens inventaram e então inventaram
que foi Deus que inventou.
Q, tudo que tem um não sei quê de não sei quê.
E R, de “rebolar”, o que se tem que fazer pra chegar lá.
S é de “sagrado”, tudo o que combina com uma cantata de Bach; de
“segredo”, aquilo que você está louco pra contar; de “sexo”:
quando o beijo é maior que a boca.
T é de “talvez”, resposta pior que ´não`, uma vez que ainda
deixa, meio bamba, uma esperança… de “tanto”, um muito que até
ficou tonto… de “testemunha”: quem por sorte ou por azar, não
estava em outro lugar.
U de “ui”, um ài” que ainda é arrepio; de “último”, que anuncia
o começo de outra coisa; e de “único”: tudo que, pela facilidade
de virar nenhum, pede cuidado.
Vem o V, de “vazio”, um termo injusto com a palavra nada; de
“volúvel”, uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que
querem que ela queira.
E chegamos ao X, uma incógnita… X de “xingamento”, que é uma
palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e
de “xô”, única palavra do dicionário das aves traduzida para o
português.
Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi
usada pelo Zorro… Z de “zaga”, algo que serve para o goleiro
não se sentir o único culpado; de “zebra”, quando você esperava
liso e veio listrado; e de “zíper”, fecho que precisa de um bom
motivo pra ser aberto; e de “zureta”, que é como fica a cabeça
da gente ao final de um dicionário inteiro.

Pedro Bial 

“Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos,resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho…o de mais nada fazer.”

Clarice Lispector

Só você não vê
Fingi que não sabe
Que estou sofrendo
Por causa de você

Sonho que não vem
Luzes da cidade
E eu me sinto só
Por causa de você

Eu te quero tanto
Tanto que nem sei dizer
E a felicidade pra mim
É nunca perder você

Peço pra uma estrela
Pra te convencer, em fim
Que não sou ninguém sem você
E não há você sem mim

Klb

Diante dessa minha incapacidade
Dê pôr um freio nesse meu jeito
De mostrar como eu te amo
Não busco lógica em nada que eu faço
No fim de tudo sou eu quem junta os pedaços
Dessa paixão que fez seu ninho
Apenas no meu coração
É so me olhar pra você ver como estou
Eu sou do tipo que não vive de aparências
E quando eu amo,eu amo mesmo
Sem medir as conseqüencias
É no amor sou eu quem sempre sai ferido
Por me entregar de corpo e alma ao seu carinho
Não tenho forças,e por amar demais
Não sei agir com a razão
não era pra ser assim
A saudade jamais conviveu tanto tempo comigo

Tanto tempo comigo
Não era pra ser assim
Eu te amando demais
E que preço eu to pagando por isso!
Pagando por isso….
Seu amor foi um livro onde eu aprendi
Que a paixão te devora por querer tanto assim
E que eu preciso de um tempo pra ficar sozinho
E voce tantas vezes me deixou a toa
É por isso que eu agora eu preciso ir embora
Mas so você pode mudar a minha decisão agora
Quem sabe,nos escombros desse amor
Reste alguma coisa boa!

Zezé di Camargo e Luciano

Impetrarei um mandado de segurança em favor do meu coração, pois não é ele direito líquido e certo de ninguém. Que não seja ele tema de tratado, acordo ou convenção. Que a ele não se imponham cláusulas, pois não é objeto de contrato. O máximo permitido é um acesso rápido para consulta, cuja resposta vai depender da legitimidade do consulente. Não será o meu coração objeto de penhora ou avaliação, e, tampouco, arresto, seqüestro, busca ou apreensão. Se houver algum terceiro interessado na disputa, habilite-se como litisconsorte à lide, e, ele próprio, juiz insuspeito, o admitirá ou não. Mas, se algum dia, por qualquer razão, vier ele a ser colocado em leilão, será somente arrematado por quem puder dar em pagamento o próprio coração.

Maria Goretti Queiroz

Carta aberta aos homens por ele, Xico Sá

Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobres moços, neste panfleto testosteronizado. Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.Destemidas fêmeas, caso notem que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, recortem e colem nas geladeiras , tirem uma cópia e preguem no banheiro, na mesa do computador, na cabeceira, deixem esta crônica grudada na tv, mas não antes do futebol, pois há o risco de simplesmente ser ignorada, enfim, me ajudem para que esta minha carta aberta aos rapazes chegue, de alguma forma, ao alcance deles.

Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito. O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.

Cabróns, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos.

Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas? Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte.Ora, mandem nem que seja uma mensagem de texto delicada, seus preguiçosos, seus ordinários. O que custa um telefonema gentil, queiramos ou não dar seqüência à historia?!

Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noite, ora direis, ouvir estrelas!

Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.

Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós. Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô cafuso”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e felicidade possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?

Amigos, mulher não é para ser temida, é para nos dar o melhor da existência, para completar-nos, nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora. Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.

Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida. Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.